Alemãozinho teve ligação com Pinta Preta da Lapa1870 – 1870
Parte de sequência de vingança documentada: Pinta Preta → Jacó → Alemãozinho → César-Maneta. A natureza de sua relação (aliados, rivais, ou outra) é desconhecida.
Pessoa
anos 1840 – 1870
Nasceu em Rio de Janeiro, Brasil
Faleceu em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Alemãozinho foi um capoeirista no Rio de Janeiro que se tornou mais uma vítima no violento ciclo de mortes por vingança que varreu as maltas de capoeira em 1870.
Plácido de Abreu documentou sua morte em "Os Capoeiras" (1886), colocando-a em uma sequência de represálias: "Após isso, seguiu-se a morte do caboclo Jacó, na festa de Paula Matos, (sendo assassinado na rua do Riachuelo); depois disso veio a morte do Alemãozinho, perto do velho Teatro Lírico do Campo, pelo famoso César-Maneta que, pouco depois também foi assassinado na Praia do Peixe, por João-Lagalhé".
Seu apelido "Alemãozinho" sugere ascendência ou características alemãs—talvez cabelo louro, pele clara, ou um sotaque—que o distinguia da população principalmente afro-brasileira e mestiça das maltas de capoeira. A presença de imigrantes europeus e seus descendentes na cena de capoeira do Rio era bem documentada no final do século XIX; a prática havia se espalhado além de suas origens africanas para incorporar portugueses, irlandeses, alemães e outros imigrantes que se encontravam na classe baixa urbana marginalizada.
O "velho Teatro Lírico do Campo" referenciado por Abreu era o Teatro Lírico, um dos vários teatros na área do Campo de Santana no centro do Rio de Janeiro. Este era um local público e proeminente—sugerindo que a morte de Alemãozinho foi ou um assassinato público descarado ou o resultado de um confronto que escalou fatalmente.
Seu assassino, o "famoso César-Maneta", era evidentemente uma figura notável no mundo da capoeira—famoso o suficiente para que Abreu o nomeie especificamente. O apelido "Maneta" tipicamente significa "sem um braço" ou "sem uma mão", sugerindo que César pode ter tido uma deficiência física que não o impediu de ser um lutador mortal. César-Maneta ele próprio logo cairia vítima do mesmo ciclo de violência, morto na Praia do Peixe por João-Lagalhé.
A morte de Alemãozinho representa um elo em uma cadeia de violência que Abreu escreveu "tem continuado até hoje"—um lembrete de que nas maltas de capoeira do Rio de Janeiro do século XIX, reputação era paga com sangue, e dívidas eram acertadas com a lâmina.
Alemãozinho teve ligação com Pinta Preta da Lapa1870 – 1870
Parte de sequência de vingança documentada: Pinta Preta → Jacó → Alemãozinho → César-Maneta. A natureza de sua relação (aliados, rivais, ou outra) é desconhecida.
Alemãozinho teve ligação com César-Maneta1870 – 1870
César-Maneta foi o assassino de Alemãozinho. Parte da sequência de vingança documentada: Pinta Preta → Jacó → Alemãozinho (morto por César-Maneta) → César-Maneta (morto por João-Lagalhé).
Alemãozinho teve ligação com João-Lagalhé1870 – 1870
Parte da sequência de vingança documentada. João-Lagalhé matou César-Maneta, que havia matado Alemãozinho.
Alemãozinho teve ligação com Jacó1870 – 1870
Vítimas consecutivas: Jacó foi morto em Paula Matos/Riachuelo, depois Alemãozinho no Teatro Lírico do Campo.
Atuou em: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
período não registrado
Relações por confiança