César-Maneta teve ligação com Alemãozinho1870 – 1870
César-Maneta foi o assassino de Alemãozinho. Parte da sequência de vingança documentada: Pinta Preta → Jacó → Alemãozinho (morto por César-Maneta) → César-Maneta (morto por João-Lagalhé).
Pessoa
anos 1840 – 1870
Nasceu em Rio de Janeiro, Brasil
Faleceu em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
César-Maneta foi um capoeirista "famoso" no Rio de Janeiro cuja notoriedade era tal que Plácido de Abreu o destacou pelo nome em "Os Capoeiras" (1886)—incomum em uma lista que de outra forma foca nas vítimas em vez dos assassinos.
Seu apelido "Maneta" tipicamente significa "sem um braço" ou "sem uma mão" em português. No entanto, não há evidência direta no relato de Plácido de Abreu ou outras fontes confirmando que César realmente tinha uma deficiência física—apelidos nas maltas de capoeira frequentemente tinham origens não relacionadas ao seu significado literal. O que é certo é que ele ganhou uma reputação que o tornou famoso no mundo violento das maltas de capoeira.
O ato documentado de César-Maneta foi o assassinato do Alemãozinho ("Pequeno Alemão") perto do velho Teatro Lírico do Campo em 1870. Este assassinato fazia parte do ciclo de vingança que começou com a morte de Pinta Preta da Lapa em 7 de janeiro de 1870, seguida pelo assassinato do Caboclo Jacó em Paula Matos. Ao matar o Alemãozinho, César-Maneta continuou a cadeia de represálias que havia convulsionado as gangues de capoeira do Rio de Janeiro.
Plácido de Abreu registrou seu destino: "depois disso veio a morte do Alemãozinho, perto do velho Teatro Lírico do Campo, pelo famoso César-Maneta que, pouco depois também foi assassinado na Praia do Peixe, por João-Lagalhé".
A Praia do Peixe onde César-Maneta encontrou seu fim ficava perto do Mercado da Candelária, na área da moderna Praça XV—uma zona comercial movimentada onde peixe era vendido e pequenos barcos atracavam. Era um local público e muito frequentado, sugerindo que sua morte foi ou um assassinato público descarado ou o resultado de um confronto à vista de todos.
A história de César-Maneta encapsula a lógica brutal das maltas de capoeira: mate, e seja morto. Sua fama não o protegeu; tornou-o um alvo. O ciclo de vingança continuou após sua morte, com João-Lagalhé presumivelmente se tornando a próxima marca.
César-Maneta teve ligação com Alemãozinho1870 – 1870
César-Maneta foi o assassino de Alemãozinho. Parte da sequência de vingança documentada: Pinta Preta → Jacó → Alemãozinho (morto por César-Maneta) → César-Maneta (morto por João-Lagalhé).
César-Maneta teve ligação com João-Lagalhé1870 – 1870
João-Lagalhé foi o assassino de César-Maneta. Parte da sequência de vingança documentada: Pinta Preta → Jacó → Alemãozinho → César-Maneta (morto por João-Lagalhé).
César-Maneta teve ligação com Pinta Preta da Lapa1870 – 1870
Parte da sequência de vingança documentada: Pinta Preta → Jacó → Alemãozinho → César-Maneta. A morte de Pinta Preta iniciou o ciclo.
César-Maneta teve ligação com Jacó1870 – 1870
Parte da sequência de vingança documentada: Pinta Preta → Jacó → Alemãozinho → César-Maneta.
Atuou em: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
período não registrado
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