Pessoa
Sete Mortes
Inocêncio Sete Mortes
1883 – anos 1950
Nasceu em Juazeiro, Bahia, Brasil
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- 1883Nascimento · Juazeiro, Bahia, Brasil
- Sem momentos datados entre 1883 e 1910
- 1910Atuou em Salvador, Bahia, Brasil · aos 27
- Sem momentos datados entre 1910 e anos 1950
- anos 1950Falecimento
Momentos datados desta trajetória, do corpus.
Inocêncio Sete Mortes foi um capoeirista e capanga político em Salvador, Bahia, cuja vida atravessou os mundos da briga de rua, política e capoeira durante a Primeira República. Nascido em 1883 em Juazeiro, no sertão da Bahia, ele se tornaria conhecido como "o temível facínora"—uma reputação que o colocou entre as figuras mais notórias do submundo soteropolitano do início do século XX.
Sete Mortes foi bastante ativo no mundo da capoeiragem em Salvador durante a segunda década da República (anos 1910). Suas atividades, no entanto, não se restringiam à capoeira. Durante a administração do Governador Antônio Moniz Sodré de Aragão (1916-1920), ele serviu como guarda civil de 1ª classe e era acusado de ser capanga do governador.
A análise histórica esclarece um erro na ficção popular: enquanto os romances de Jorge Amado sugeriam que Sete Mortes trabalhava com o notório chefe de polícia Pedro de Azevedo Gordilho ("Pedrito"), a documentação mostra que seu verdadeiro patrono era o Chefe de Polícia Álvaro José de Cova. Um requerimento feito por Cova ao Dr. Magalhães para permitir que Sete Mortes e sua família continuassem morando em um velho prédio em Mont Serrat explicitou essa relação com o Governador Moniz e seu chefe de polícia.
Sete Mortes estava entre os capoeiristas conhecidos por sua habilidade com a navalha, ao lado de Caboclinho e Noca de Jacó. Em uma era em que muitos capoeiristas suplementavam suas técnicas de luta com lâminas, essa habilidade aumentava sua reputação temível. Ele é apresentado em "Mestres e Capoeiras famosos da Bahia" (2009) com o subtítulo "O temível facínora!"—indicando que sua história foi considerada importante o suficiente para ser preservada no registro histórico.
Em 1967, aos 78 anos e quase cego, Mestre Pastinha conversou com o jornalista Roberto Freire para a Revista Realidade sobre os grandes capoeiristas do passado. Ele listou Sete Mortes entre 17 praticantes falecidos de "capoeira de Angola pura", ao lado de Bigode de Seda, Américo Ciência, Bugalho, Amorzinho, e outros. Pastinha observou: "Cada nome destes é uma história".
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Atuou em: Salvador, Bahia, Brasil
1910 – ?