Pessoa
Adão
anos 1760 – ?
Nasceu em Rio de Janeiro, Brasil
O primeiro nome da história documentada da capoeira. Adão era um pardo, mulato escravizado, propriedade de Manoel Cardoso Fontes no Rio de Janeiro. Comprado ainda jovem, foi inicialmente descrito como "tipo robusto, trabalhador e muito obediente ao seu senhor", servindo em tarefas domésticas. Seu dono o alugava como trabalhador de construção e carregador, fazendo dele uma valiosa fonte de renda.
Mas com o tempo, o escravo antes tímido que sempre vivera em casa "foi se tornando mais solto, independente e passou a chegar em casa mais tarde". Ele havia encontrado os capoeiras - grupos de praticantes que se reuniam nas margens da cidade.
Em um dia fatídico, uma briga estourou entre capoeiras. Um foi morto. Adão foi preso "junto com outros desordeiros que praticavam capoeira". Sob a lei colonial, "o mais grave dos crimes era a prática da capoeiragem". Embora a investigação o tenha inocentado do assassinato, sua identidade como capoeira foi confirmada. A sentença: 500 açoites e dois anos de trabalhos forçados em obras públicas.
Após meses no pelourinho e em trabalhos forçados, seu dono peticionou ao rei "em nome da Paixão de Cristo" para perdoar o restante da sentença, alegando pobreza e dependência dos ganhos de seu escravo. Prometeu que Adão nunca mais se associaria aos capoeiras. Em 25 de abril de 1789, o Tribunal aprovou o pedido de clemência - criando o primeiro registro documentado da palavra "capoeira" para descrever um praticante.
O que aconteceu com Adão após sua libertação permanece desconhecido. Mas seu caso prova que em 1789, a capoeira já era uma prática reconhecida no Brasil colonial - uma considerada tão perigosa que até mesmo a associação com capoeiras justificava punição brutal.
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Atuou em: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
período não registrado
Viveu em: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
período não registrado