Pessoa
Sete Coroas
anos 1880 – 1923
Nasceu em Bahia, Brasil
Faleceu em Rio de Janeiro, Brasil
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Sete Coroas nasceu na Bahia, mas fez seu nome nas favelas e no submundo boêmio do Rio de Janeiro durante a Primeira República. Estabeleceu-se no Barroso, uma localidade do Morro da Favela (atual Morro da Providência)—uma das favelas mais antigas do Brasil—e tornou-se um dos malandros mais notórios de sua época.
Seu apelido veio de um ato audacioso em 1920. Durante um funeral de gala de um cidadão rico, o anônimo morador da favela assaltou a procissão, roubando tudo que podia carregar—incluindo as sete elaboradas coroas de flores que adornavam o caixão. A quantidade e qualidade dos objetos roubados lhe renderam um apelido que logo seria conhecido por toda a cidade.
O que se seguiu foram anos de "assaltos audaciosos" que o elevaram dos registros policiais às manchetes de jornais, espetáculos teatrais e canções populares. O compositor Sinhô (José Barbosa da Silva) fez um samba em sua homenagem em 1921—supostamente a primeira música brasileira a celebrar explicitamente um "bandido". A imprensa, que muito contribuíra para sua fama, começou a se preocupar com o precedente.
Mas Sete Coroas era mais do que um ladrão. Segundo Madame Satã, falando em 1971, ele era "o maior malandro do Rio de Janeiro que eu conheci de 1907 até os dias de hoje". Satã continuou: "O que me ensinou a ser malandro e me conheceu com 9 anos de idade foi o falecido Sete Coroas". Isso situa o encontro deles por volta de 1909, quando Satã era uma criança recém-chegada ao Rio.
Sete Coroas era cafetão no bairro da Lapa e mestre no que Satã chamava de "a fina arte da malandragem": o jogo, a navalha, o papo, a rasteira e a valentia. Ele transmitiu as técnicas de combate que combinavam movimentos de capoeira com luta de navalha—o estilo característico dos guerreiros de rua do Rio. De acordo com fontes que documentam seu tempo na Colônia Correcional de Dois Rios na Ilha Grande, Sete Coroas era reconhecido como praticante de capoeira entre os prisioneiros.
Seus companheiros incluíam Camisa e Benedito—descritos por um líder do morro como "terríveis" e na verdade piores que o próprio Sete Coroas. Todos os três morreram nessa época. Em 1923, quando Sete Coroas morreu, deixou Madame Satã como seu sucessor na Lapa e na Saúde. O jovem João Francisco dos Santos se tornaria o malandro mais famoso da história do Brasil, mas nunca esqueceu quem o ensinou.
Sete Coroas alcançou algo raro: a imortalização na memória popular. Além dos sambas, foi elevado ao reino da religião afro-brasileira, tornando-se um Exu (entidade espiritual) cujas canções rituais ainda são cantadas. O negro, favelado e marginal que enfrentou os ricos, a polícia e o Estado tornou-se figura de culto.
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Teve como alunos/as1
Sete Coroas teve como aluno/a Madame Satã1909 – 1923
Relação primária professor-aluno. Sete Coroas ensinou a Madame Satã "a fina arte da malandragem": capoeira, luta de navalha, papo, rasteira e valentia. Quando Sete Coroas morreu em 1923, deixou Satã como seu sucessor na Lapa e na Saúde.
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Associado a3
Sete Coroas teve ligação com Edgar
Mencionados juntos nas memórias de prisão de Madame Satã como malandros capoeiras em Dois Rios. Sete Coroas era da Bahia.
Sete Coroas teve ligação com Americano
Mencionados juntos nas memórias de prisão de Madame Satã como malandros capoeiras em Dois Rios. Sete Coroas era da Bahia.
Sete Coroas teve ligação com Quinzinho
Ambos faziam parte da geração pré-moderna de malandros do Rio. Sete Coroas morreu em 1923, quando Quinzinho seria uma criança (~4 anos), então não eram pares diretos, mas são agrupados como representantes da antiga tradição de capoeira carioca.
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Atuou em: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
período não registrado
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- declarações
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- · 50%
- com fonte
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- sem fonte
- 0
- contestadas
Relações por confiança
- Verificado: 1
- Provável: 3
Fontes citadas
- [1]Paezzo, Sylvan. "Memórias de Madame Satã". Rio de Janeiro: Lidador, 1972 citada 2 vezes