Pessoa
Zé Bom Pé
anos 1900 – anos 1960
Zé Bom Pé foi um capoeirista de Salvador, Bahia, ativo durante o início e meados do século XX. Seu nome aparece em uma das mais importantes fontes primárias da história da capoeira: a entrevista de Mestre Pastinha à Revista Realidade em 1967.
Em fevereiro de 1967, Pastinha, então com 78 anos—quase cego mas ainda ensinando em sua academia no Pelourinho—conversou com o jornalista Roberto Freire sobre os grandes capoeiristas do passado. Pastinha listou Zé Bom Pé entre 17 praticantes falecidos de "capoeira de Angola pura", ao lado de Bigode de Seda, Américo Ciência, Bugalho, Amorzinho, Chico Três Pedaços, Tibirici da Folha Grossa, Doze Homens, Inimigo Sem Tripa, Zé do U, Vitorino Braço Torto, Zé do Saco, Bené do Correio, Sete Mortes, Chico Me Dá, e duas mulheres: Júlia Fogareira e Maria Homem.
Pastinha comentou sobre essas figuras: "Já morreram. Cada um deles tem história". Ele observou que seus apelidos revelavam "quem eles eram, como lutavam"—sugerindo que esses apelidos codificavam informações sobre seus estilos de luta, personalidades ou características físicas.
Além dessa menção, nenhuma outra documentação sobre Zé Bom Pé foi encontrada. Ele representa um dos muitos capoeiristas cujas contribuições para a arte foram amplamente perdidas na história, lembrados apenas através do testemunho oral daqueles que os conheceram.
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Atuou em: Salvador, Bahia, Brasil
período não registrado