Pessoa
Paulo César de Moura
anos 1890 – anos 1920
Nasceu em Salvador, Bahia, Brasil
Faleceu em Salvador, Bahia, Brasil
Paulo César de Moura foi um capoeirista do início do século XX em Salvador que foi morto durante a perseguição brutal liderada pelo Chefe de Polícia Pedro de Azevedo Gordilho, conhecido como "Pedrito". Esta perseguição, que começou em 1920 quando Pedrito assumiu o comando da cavalaria da polícia baiana, representou um dos períodos mais sombrios da história da capoeira.
Ao contrário da maioria das vítimas da perseguição que são lembradas apenas por apelidos, Paulo César de Moura é registrado com o que parece ser seu nome completo, sugerindo que ele pode ter sido de posição social mais elevada ou que sua identidade era particularmente memorável para aqueles que sobreviveram à era.
Mestre Onça Preta, que testemunhou essa era quando menino, recordou Paulo César de Moura entre os que tombaram em uma entrevista ao jornal O Dia em 1972: "Besourinho, Doze Homens, Mãozinha, Antônio Galindéu, Geraldo Chapeleiro, Finado Manteiga, Nagé, Paulo César de Moura, Gasolinha, Juvelino e muitos outros". Segundo Onça Preta, o esquadrão de cavalaria de Pedrito "empreendeu verdadeiro massacre entre os velhos mestres do jogo, não em combate aberto. Em geral os assassinava após a captura, aparecendo o corpo dias depois atirado ao mato, as costas abertas de facadas".
Nenhum outro detalhe biográfico sobre Paulo César de Moura sobrevive além desta única referência no testemunho de Onça Preta, tornando-o uma das muitas vítimas da violência estatal contra a cultura e resistência afro-brasileira.
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Atuou em: Salvador, Bahia, Brasil
período não registrado