Pessoa
Eutíquio
Eutíquio Lúcio Góes
anos 1900 – 1954
Nasceu em Santo Amaro, Bahia, Brasil
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Aprendeu com · 1
Eutíquio
Alunos e alunas · 1
Mestre Gato Preto
19 de março de 1930 – 6 de agosto de 2002
Eutíquio Lúcio Góes, conhecido como Seu Eutíquio, era um capoeirista de Santo Amaro da Purificação no Recôncavo Baiano—o coração da capoeira tradicional baiana. Ele representava uma ligação direta com a África: aprendeu capoeira com seu próprio pai, o africano Oleriano de Góes, tornando-se parte da primeira geração nascida no Brasil em uma linhagem familiar que traçava diretamente ao continente.
Seu Eutíquio foi o pai e primeiro mestre de Mestre Gato Preto (José Gabriel Góes), um dos mais celebrados mestres de Angola do século XX. A partir de 1938, quando o jovem José Gabriel tinha apenas oito anos, Eutíquio iniciou um treinamento rigoroso em um pequeno quarto fechado da casa deles na Rua do Pilar. Seu método de ensino era intenso: ele atacava o menino com um bastão de maculelê ou facão, forçando-o a aprender defesa pela necessidade. Quando José Gabriel errava, seu pai batia em seus pulsos para corrigi-lo.
Essa pedagogia brutal mas eficaz continuou por aproximadamente quatro anos. Por volta de 1942, quando José Gabriel tinha cerca de doze anos, o treinamento chegou a um fim abrupto. Durante uma sessão, o jovem aluno deu uma cabeçada tão forte que seu pai caiu no chão. Ao se levantar, Eutíquio perseguiu seu filho enquanto o ameaçava: "Vem cá, menino!" Após esse incidente, ele parou de ensinar seu filho—talvez reconhecendo que o aluno havia ultrapassado um limiar, ou talvez ferido em seu orgulho. O tio do menino, João Catarino, que era aluno do lendário Besouro Mangangá, continuou sua educação depois.
Mestre Waldemar da Paixão, falando em 1987, lembrou de Seu Eutíquio: "O pai dele chamava Seu Eutíquio, é morto, era um bom mestre de capoeira". A descrição como "um bom mestre de capoeira" por um mestre do calibre de Waldemar fala da reputação de Eutíquio na comunidade de capoeira de Santo Amaro.
Eutíquio morreu em 1954. Seu legado vive através de seu filho Gato Preto, que viria a representar o Brasil no I Festival Mundial das Artes Negras em Dacar (1966), ganhar o Berimbau de Ouro (1970), e passar a tradição para seus próprios filhos Gato II e Mestre Zeca. Através dessa linha ininterrupta—do africano Oleriano de Góes a Eutíquio, a Gato Preto e seus netos—a família representa uma das linhagens de capoeira multigeracionais mais documentadas.
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Teve como alunos/as1
Eutíquio teve como aluno/a Gato Preto1938 – 1942
Gato Preto começou a aprender capoeira aos 8 anos (1938) com seu pai Eutíquio Lúcio Góes em Santo Amaro da Purificação. O treinamento acontecia em um pequeno quarto fechado onde seu pai atacava com bastão de maculelê ou facão. Por volta dos 12 anos (1942), depois que Gato Preto deu uma cabeçada poderosa que derrubou seu pai, Eutíquio parou de ensiná-lo. O próprio Eutíquio havia aprendido com seu pai, o africano Oleriano de Góes.
Aluno/a de1
Eutíquio aluno/a de Oleriano de Góes
Eutíquio aprendeu capoeira com seu pai, o africano Oleriano de Góes, em Santo Amaro da Purificação. Isto representa a transmissão africana direta da capoeira. Gato Preto confirmou: "Aprendi capoeira com meu pai, que aprendeu com meu avô".
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Atuou em: Santo Amaro, Bahia, Brasil
período não registrado
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- declarações
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- com fonte
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- sem fonte
- 0
- contestadas
Relações por confiança
- Verificado: 2
- Provável: 3
Fontes citadas
- [1]Mestre Gato Preto - Velhos Mestres citada 2 vezes
- [2]Gato Preto 1976, velhosmestres.com citada 2 vezes
- [3]USP Núcleo de Artes Afro-Brasileiras citada 3 vezes
- [4]gato preto - O ABC de Grandes Mestres de Capoeira (1970 interview), velhosmestres.com citada 1 vez