Pessoa

Mãozinha

anos 1890 – anos 1920

Nasceu em Salvador, Bahia, Brasil

Faleceu em Salvador, Bahia, Brasil

Mãozinha foi um capoeirista do início do século XX em Salvador que foi morto durante a perseguição brutal liderada pelo Chefe de Polícia Pedro de Azevedo Gordilho, conhecido como "Pedrito". Esta perseguição, que começou em 1920 quando Pedrito assumiu o comando da cavalaria da polícia baiana, representou um dos períodos mais sombrios da história da capoeira.

Mestre Onça Preta, que testemunhou essa era quando menino, recordou Mãozinha entre os que tombaram em uma entrevista ao jornal O Dia em 1972: "Besourinho, Doze Homens, Mãozinha, Antônio Galindéu, Geraldo Chapeleiro, Finado Manteiga, Nagé, Paulo César de Moura, Gasolinha, Juvelino e muitos outros". Segundo Onça Preta, o esquadrão de cavalaria de Pedrito "empreendeu verdadeiro massacre entre os velhos mestres do jogo, não em combate aberto. Em geral os assassinava após a captura, aparecendo o corpo dias depois atirado ao mato, as costas abertas de facadas".

O apelido "Mãozinha" (diminutivo de "mão") era típico da época em que capoeiristas usavam apelidos para proteger suas identidades, já que a prática da capoeira era criminalizada pelo Código Penal de 1890. Nenhum outro detalhe biográfico sobre Mãozinha sobrevive além desta única referência no testemunho de Onça Preta, tornando-o uma das muitas vítimas anônimas da violência estatal contra a cultura e resistência afro-brasileira.

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