Pessoa

Tibiriçá da Folha Grossa

anos 1890 – anos 1960

Tibiriçá da Folha Grossa foi um lendário capoeirista de Salvador, Bahia, ativo durante o final do século XIX ou início do século XX. Ele é conhecido exclusivamente pela entrevista de Mestre Pastinha de 1967 com Roberto Freire para a Revista Realidade, na qual Pastinha recordou os grandes capoeiristas do passado.

Nessa entrevista, conduzida quando Pastinha tinha 78 anos e estava quase cego, o pai da Capoeira Angola listou quinze praticantes falecidos que haviam praticado "a pura capoeira de Angola como eu e esses rapazes aí fazem até hoje". Tibiriçá da Folha Grossa estava entre eles, ao lado de outras figuras de nomes coloridos como Bigode de Seda, Américo Ciência, Bugalho, Amorzinho, Zé Bom Pé, Chico Três Pedaços, Doze Homens, Inimigo Sem Tripa, Vitorino Braço Torto, Zé do U, Zé do Saco, Bené do Correio, Sete Mortes e Chico Me Dá. Pastinha também mencionou duas mulheres entre esses praticantes lendários: Júlia Fogareira e Maria Homem.

Pastinha comentou sobre essas figuras: "Digo a gente, lembrando os grandes capoeiristas do passado. Já estão mortos. Cada nome destes é uma história". Ele enfatizou que seus apelidos revelavam seu caráter e estilo de luta: "Só pelo apelido você conhece quem eles eram, como lutavam".

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  • Atuou em: Salvador, Bahia, Brasil

    período não registrado